PARÁBOLA DOS TALENTOS

Nesta parábola magistral
Que agora vamos contar,
O Senhor age como um homem
Que precisava viajar.

Os seus servidores chamou
Para seus bens lhes entregar,
Distribuindo seus talentos,
Dos quais pudessem cuidar.

Ao primeiro, ele deu cinco;
Ao segundo, ele deu dois;
Ao terceiro, ele deu um
E partiu logo depois.

O que recebeu cinco,
Então, foi-se e negociou,
E com aquele dinheiro
Outros cinco ele ganhou.

Aquele que recebeu dois
Da mesma forma agiu
E, fazendo bons negócios,
Outros dois ele conseguiu

Mas o que recebeu um
De outra forma procedeu,
Cavou um buraco na terra
E o dinheiro escondeu.

Muito tempo depois,
O senhor, tendo retornado,
Chamou aqueles servidores
Pedindo-lhes contas do emprestado.

Veio o que recebera cinco
E outros cinco lhe apresentou
Dizendo, satisfeito, ao seu amo
Como foi que ele os arrecadou.

O senhor, reconhecido,
Assim lhe respondeu:
− Bom e leal servidor,
Cuidaste do que é meu,

Foste fiel em poucas coisas;
Confiar-te-ei outras mais,
E agora compartilha da alegria
Do teu senhor, meu rapaz.

Aquele que recebera dois
Veio logo se apresentar;
Dirigindo-se ao senhor,
Ele começou a falar:

− Entregaste-me dois talentos,
E com eles trabalhei,
E aqui estão, além destes,
Outros dois que eu ganhei.

O senhor lhe respondeu:
− Servidor bom e fiel,
Foste leal no pouco,
Cumpriste o teu papel;

E, por esse resultado,
Confiar-te-ei muito mais,
Porque me provastes
Do tanto que és capaz.

E rematou o senhor
Falando com sabedoria:
− Compartilha neste instante
Da minha enorme alegria.

E por último veio aquele
Que um talento recebeu;
Dirigindo-se ao senhor,
Contou o que sucedeu:

− Sei que és severo
E acabas ceifando
Onde nada semeaste…
E continuou falando:

− E que do mesmo jeito
Terminas colhendo
De onde nada puseste…
E completou dizendo:

− Contudo, como te temia,
Escondi o teu talento
Embaixo da terra,
Que restituo neste momento.

E respondeu o senhor:
− Se sabias que ceifei,
Servidor mau e preguiçoso,
Onde nada semeei,

E que também colhi
Onde nada empreguei,
Devias ter posto o dinheiro
Que eu te entreguei

Nas mãos de banqueiros,
E, quando regressasse,
Com juros eu retiraria
O que me tocasse.

Tirem-lhe, pois, o dinheiro,
E que ele fique sem,
E dêem-no àquele
Que dez talentos tem.

Porquanto, para aqueles
Que tem bens acumulados
Dar-se-á, enfim, muito mais,
E ficarão mais abastados.

Enquanto desse outro,
Que nada conseguiu obter,
Tirar-se-á até mesmo
O que ele pareça ter;

Que nas trevas exteriores
Possa, por fim, ser lançado
Este servidor inútil,
Que está aqui a meu lado,

Onde haverá muito pranto
E também ranger de dentes
− Foi o que disse o senhor
Para todos os presentes.

 

Autor:Arnaldo de Araújo rocha
Síntese Biográfica de Jesus em Versos

Capítulo 1 – Ponto de Vista

Capítulo 2 – Visão de Zacarias

Capítulo 3 – Maria, A Futura Mãe

Capítulo 4 – Maria Visita sua Prima Isabel

Capítulo 5 – João, O Anunciador do Messias

Capítulo 6 – O Difícil Reencontro

Capítulo 7 – O Sonho Revelador

Capítulo 8 – Esclarecimentos Necessários

Capítulo 9 – O Recenseamento

Capítulo 10 – De Nazaré a Belém de Judá

Capítulo 11 – Jerusalém, Atualmente

Capítulo 12 – O Nascimento de Jesus

Capítulo 13 – O Cântico de Simeão

Capítulo 14- Os Magos do Oriente

Capítulo 15 – Elucidações Importantes

Capítulo 16 – A Fuga para o Egito

Capítulo 17 – O Esperado Regresso

Capítulo 18 – A Infância de Jesus

Capítulo 19 – Jesus aos 12 Anos

Capítulo 2o – A vida Pública de Jesus

Capítulo 21 – A Tentação de Jesus

Capítulo 22 – Os doze Apóstoles

Capítulo 23 – Pedro o Pedra

Capítulo 24 – Ensinamentos de Jesus

Capítulo 25 – Parábola do Filho Pródigo

Capítulo 26 – Parábola do Semeador

Capítulo 27 – Explicação da Parábola do Semeador

Capítulo 28 – Parábola dos Talentos