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Arnaldo Rocha

PERSEVERANÇA E CONFIANÇA EM DEUS

Portanto, digo-vos:
Pedi, e dar-se-vos-á;
Buscai, e achareis;
Batei, e abrir-se-vos-á.

Pois aquele que pede
O que pede receberá;
O que busca achará;
Ao que bate, abrir-se-lhe-á.

Quem dentre vós é o homem
Que, se o filho lhe pedir pão,
Em vez deste alimento
Lhe dará uma pedra na ocasião?

Ou qual dentre vós é o pai que,
Se o filho pedir um peixe, somente,
Em vez de um peixe
Lhe dará uma serpente?

Ou, se pedir um ovo,
Em vez deste ovo, então,
Este pai dará ao filho
Exatamente um escorpião?

Ora, se vós, sendo maus,
Aos filhos sabeis ofertar
Todas as boas dádivas,
Quanto mais vosso Pai vos dará?

 

Autor: Arnaldo de Araújo rocha
Síntese Biográfica de Jesus em Versos

Capítulo 1 – Ponto de Vista

Capítulo 2 – Visão de Zacarias

Capítulo 3 – Maria, A Futura Mãe

Capítulo 4 – Maria Visita sua Prima Isabel

Capítulo 5 – João, O Anunciador do Messias

Capítulo 6 – O Difícil Reencontro

Capítulo 7 – O Sonho Revelador

Capítulo 8 – Esclarecimentos Necessários

Capítulo 9 – O Recenseamento

Capítulo 10 – De Nazaré a Belém de Judá

Capítulo 11 – Jerusalém, Atualmente

Capítulo 12 – O Nascimento de Jesus

Capítulo 13 – O Cântico de Simeão

Capítulo 14- Os Magos do Oriente

Capítulo 15 – Elucidações Importantes

Capítulo 16 – A Fuga para o Egito

Capítulo 17 – O Esperado Regresso

Capítulo 18 – A Infância de Jesus

Capítulo 19 – Jesus aos 12 Anos

Capítulo 2o – A vida Pública de Jesus

Capítulo 21 – A Tentação de Jesus

Capítulo 22 – Os doze Apóstoles

Capítulo 23 – Pedro o Pedra

Capítulo 24 – Ensinamentos de Jesus

Capítulo 25 – Parábola do Filho Pródigo

Capítulo 26 – Parábola do Semeador

Capítulo 27 – Explicação da Parábola do Semeador

Capítulo 28 – Parábola dos Talentos

Capítulo 29 – Parábola do Bom Samaritando

Capítulo 30 – Objetivos Crísticos

Capítulo 31 – Maria de Magdala

Capítulo 32 – A adultera de Jerusalem

Capítulo 33 – O Sermão da Montanha

Capítulo 34 – As Bem Aventurança

Capítulo 35 – Amar aos Inimigos

Capítulo 36 – Servir a Deus e não a Mamon

Capítulo 37 – Perseverança e Confiança em Deus

AMAR AOS INIMIGOS

− Aprendestes o que foi dito:
“Ao teu próximo amarás;
Como também o contrário,
Ao teu inimigo odiarás”.

Todavia, neste momento,
Eu, claramente, vos digo,
Em verdade, tão-somente:
Amai o vosso inimigo,

Fazei o bem, portanto,
Àqueles que vos odeiam,
Orai pelos que vos perseguem
E, ao mesmo tempo, vos caluniam;

A fim de serdes filhos
De vosso Pai adorado
Que está sempre nos céus…
Falou o Mestre amado.

E, continuando, disse:
− Que faz o sol nascer
Sobre os bons e os maus,
Usando do Seu poder;

E que, também, faz chover
Sobre os homens justos,
E, de maneira equivalente,
Sobre os que são injustos,

Porque, se só amardes
Os que vos amam, realmente,
Que recompensa tereis,
Se outros o fazem, igualmente?

Não são, assim, os publicanos?
E, se saudardes, somente,
Os que são vossos irmãos,
O que fazeis de diferente?

Não agem, assim, os gentios?
Se quiserdes a perfeição,
Tereis que amar a todos
Como amais a vosso irmão.

Sede, então, melhores,
Compreendendo, afinal,
Que a perfeição absoluta
Pertence ao Pai Celestial.

Autor: Arnaldo de Araújo rocha
Síntese Biográfica de Jesus em Versos

Capítulo 1 – Ponto de Vista

Capítulo 2 – Visão de Zacarias

Capítulo 3 – Maria, A Futura Mãe

Capítulo 4 – Maria Visita sua Prima Isabel

Capítulo 5 – João, O Anunciador do Messias

Capítulo 6 – O Difícil Reencontro

Capítulo 7 – O Sonho Revelador

Capítulo 8 – Esclarecimentos Necessários

Capítulo 9 – O Recenseamento

Capítulo 10 – De Nazaré a Belém de Judá

Capítulo 11 – Jerusalém, Atualmente

Capítulo 12 – O Nascimento de Jesus

Capítulo 13 – O Cântico de Simeão

Capítulo 14- Os Magos do Oriente

Capítulo 15 – Elucidações Importantes

Capítulo 16 – A Fuga para o Egito

Capítulo 17 – O Esperado Regresso

Capítulo 18 – A Infância de Jesus

Capítulo 19 – Jesus aos 12 Anos

Capítulo 2o – A vida Pública de Jesus

Capítulo 21 – A Tentação de Jesus

Capítulo 22 – Os doze Apóstoles

Capítulo 23 – Pedro o Pedra

Capítulo 24 – Ensinamentos de Jesus

Capítulo 25 – Parábola do Filho Pródigo

Capítulo 26 – Parábola do Semeador

Capítulo 27 – Explicação da Parábola do Semeador

Capítulo 28 – Parábola dos Talentos

Capítulo 29 – Parábola do Bom Samaritando

Capítulo 30 – Objetivos Crísticos

Capítulo 31 – Maria de Magdala

Capítulo 32 – A adultera de Jerusalem

Capítulo 33 – O Sermão da Montanha

Capítulo 34 – As Bem Aventurança

Capítulo 35 – Amar aos Inimigos

 

AS BEM AVENTURANÇAS

Jesus, pois, vendo a multidão,
Subiu ao monte e se assentou;
Aproximaram-se os seus discípulos,
E, pondo-se a ensiná-los, falou:

Bem-aventurados os humildes de espírito,
Porque o Reino dos céus é deles.
E, assim, iniciou o Mestre amado
A discursar para todos eles.

Bem-aventurados os que choram,
Porque consolados eles serão;
Bem-aventurados os mansos,
Porque a terra eles herdarão;

Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça,
Porque fartos eles ficarão;
Bem-aventurados os misericordiosos,
Porque a misericórdia eles alcançarão;

Bem-aventurados os limpos de coração,
Porque a Deus eles verão;
Bem-aventurados os pacificadores,
Porque chamados filhos de Deus eles serão;

Bem-aventurados os que, por causa da justiça,
Têm sofrido perseguição,
Porque deles é o Reino dos céus;
Bem-aventurados sois vós, então,

Quando vos injuriarem, vos perseguirem
E, mentindo, disserem todo o mal
Contra vós outros por minha causa;
Alegrai-vos, portanto, e exultai, afinal,

Porque grande é o vosso galardão nos Céus;
Pois, assim, aos profetas perseguiram…
E, completando o ensinamento, disse:
Que muito antes de vós existiram…

 

Autor: Arnaldo de Araújo rocha
Síntese Biográfica de Jesus em Versos

Capítulo 1 – Ponto de Vista

Capítulo 2 – Visão de Zacarias

Capítulo 3 – Maria, A Futura Mãe

Capítulo 4 – Maria Visita sua Prima Isabel

Capítulo 5 – João, O Anunciador do Messias

Capítulo 6 – O Difícil Reencontro

Capítulo 7 – O Sonho Revelador

Capítulo 8 – Esclarecimentos Necessários

Capítulo 9 – O Recenseamento

Capítulo 10 – De Nazaré a Belém de Judá

Capítulo 11 – Jerusalém, Atualmente

Capítulo 12 – O Nascimento de Jesus

Capítulo 13 – O Cântico de Simeão

Capítulo 14- Os Magos do Oriente

Capítulo 15 – Elucidações Importantes

Capítulo 16 – A Fuga para o Egito

Capítulo 17 – O Esperado Regresso

Capítulo 18 – A Infância de Jesus

Capítulo 19 – Jesus aos 12 Anos

Capítulo 2o – A vida Pública de Jesus

Capítulo 21 – A Tentação de Jesus

Capítulo 22 – Os doze Apóstoles

Capítulo 23 – Pedro o Pedra

Capítulo 24 – Ensinamentos de Jesus

Capítulo 25 – Parábola do Filho Pródigo

Capítulo 26 – Parábola do Semeador

Capítulo 27 – Explicação da Parábola do Semeador

Capítulo 28 – Parábola dos Talentos

Capítulo 29 – Parábola do Bom Samaritando

Capítulo 30 – Objetivos Crísticos

Capítulo 31 – Maria de Magdala

Capítulo 32 – A adultera de Jerusalem

Capítulo 33 – O Sermão da Montanha

Capítulo 34 – As Bem Aventurança

 

O SERMÃO DA MONTANHA

O Sermão da Montanha
É o Evangelho de Jesus resumido,
Ou antes, o espírito do Evangelho
Nele se encontra imiscuído.

É o mais autêntico compêndio
Da nova doutrina libertadora;
A essência do Cristianismo
Em sua missão salvadora.

O Sermão da Montanha
É até hoje considerado
O melhor texto de oratória
Que no mundo foi pronunciado.

Gandhi¹ disse: “Se todos os Livros Sagrados
Da humanidade fossem perdidos,
Mas não “O Sermão da Montanha”,
É como se nada houvesse desaparecido”².

Autor: Arnaldo de Araújo rocha
Síntese Biográfica de Jesus em Versos

Capítulo 1 – Ponto de Vista

Capítulo 2 – Visão de Zacarias

Capítulo 3 – Maria, A Futura Mãe

Capítulo 4 – Maria Visita sua Prima Isabel

Capítulo 5 – João, O Anunciador do Messias

Capítulo 6 – O Difícil Reencontro

Capítulo 7 – O Sonho Revelador

Capítulo 8 – Esclarecimentos Necessários

Capítulo 9 – O Recenseamento

Capítulo 10 – De Nazaré a Belém de Judá

Capítulo 11 – Jerusalém, Atualmente

Capítulo 12 – O Nascimento de Jesus

Capítulo 13 – O Cântico de Simeão

Capítulo 14- Os Magos do Oriente

Capítulo 15 – Elucidações Importantes

Capítulo 16 – A Fuga para o Egito

Capítulo 17 – O Esperado Regresso

Capítulo 18 – A Infância de Jesus

Capítulo 19 – Jesus aos 12 Anos

Capítulo 2o – A vida Pública de Jesus

Capítulo 21 – A Tentação de Jesus

Capítulo 22 – Os doze Apóstoles

Capítulo 23 – Pedro o Pedra

Capítulo 24 – Ensinamentos de Jesus

Capítulo 25 – Parábola do Filho Pródigo

Capítulo 26 – Parábola do Semeador

Capítulo 27 – Explicação da Parábola do Semeador

Capítulo 28 – Parábola dos Talentos

Capítulo 29 – Parábola do Bom Samaritando

Capítulo 30 – Objetivos Crísticos

Capítulo 31 – Maria de Magdala

Capítulo 32 – A adultera de Jerusalem

Capítulo 33 – O Sermão da Montanha

PARÁBOLA DO FILHO PRÓDIGO

PARÁBOLA DO FILHO PRÓDIGO

Esta linda parábola
Nos fala do amor,
Da imensa bondade
E da misericórdia do Senhor.

Havia um bom homem
Que dois filhos gerou,
E o mais moço deles
Disse ao pai, que o criou:

− Pai, dá-me a parte
Do que há de me tocar
De todos os teus bens
Para que eu possa gozar…

E o pai, generoso,
Prontamente repartiu
Com seus dois únicos filhos
Os bens que adquiriu.

Alguns dias depois,
Levando o que herdou,
O filho mais novo
Para outro lugar viajou.

Chegou a uma terra distante,
De um país muito diferente,
E lá dissipou seus haveres,
Vivendo dissolutamente.

Depois de ter dissipado
Tudo aquilo que era seu,
Uma grande fome
Naquele país sucedeu.

Logo, ele começou
A sentir muita privação
E procurou um serviço,
Passando a ter patrão.

Este, porém, o enviou
Para fora da cidade
A apascentar os porcos
De sua propriedade.

Ali, desejou consumir
O que os porcos comiam;
Mas as pessoas do local
Nem isso lhe permitiam.

Enfim, caindo em si, pensou:
– Quanta fartura de pão
Há na casa de meu pai,
E eu aqui nesta precisão.

Lá, até os serviçais
Vivem na abundância,
E eu aqui perecendo
De fome, nesta estância.

Eis, agora, o que farei:
Daqui, levantar-me-ei,
Irei ter com o meu pai
E, humildemente, lhe direi:

− Pai, pequei contra o céu,
Como também diante de ti,
E, arrependido de tudo isso,
Agora estou aqui.

Já não sou digno
De teu filho ser chamado;
Trata-me, enfim, meu pai,
Como a um teu empregado…

Levantou-se prontamente
E, resoluto, se encaminhou
Para a casa de seu pai,
Que um dia ele deixou.

Vinha ele ainda longe
Quando seu pai o avistou,
E, tomado de compaixão,
Correndo, o abraçou e beijou.

E o filho, emocionado,
Finalmente a seu pai disse
O que falou que diria
Quando este o revisse:

− Pai, pequei contra o céu,
Como também diante de ti,
E, arrependido de tudo isso,
Agora estou aqui.

Já não sou digno
De teu filho ser chamado…
E, antes que tudo falasse
Do jeito que havia planejado

O seu pai dirigiu-se, alegre,
Aos servos da casa dele:
− Tragam-lhe a melhor roupa
E depressa vistam-na nele;

Ponham-lhe sandálias nos pés
E um lindo anel no dedo;
Preparem um novilho gordo,
Que hoje teremos folguedo;

Porque este meu filho
Estava morto e ressuscitou,
Tinha-se perdido, e achou-se;
Regozijemo-nos, pois, feliz estou!

E começaram a festejar
O grande acontecimento
Da volta do filho pródigo
Naquele exato momento.

O filho mais velho,
Que no campo se encontrava,
Ouviu música e viu as danças
Quando para casa voltava.

Chamou um dos servos
E perguntou, admirado:
− O que está acontecendo
Na casa de meu pai amado?

O servo lhe respondeu:
− Foi o teu irmão que voltou,
E teu pai mandou festejar,
Pois com saúde o recuperou…

Ele muito se indignou
E não queria se aproximar;
Mas o pai solicitou-lhe
Para a residência adentrar.

Porém ele ao pai respondeu:
− Desde quando aqui estou,
Há tantos anos te sirvo…
E, magoado, continuou:

− Jamais eu transgredi
Uma ordem tua, qualquer;
E para festejar com amigos,
Nunca me destes um cabrito, sequer;

No entanto, ao regressar
Esse teu outro filho,
Que esbanjou os teus bens,
Mandaste preparar um novilho.

Ele, que foi leviano,
Estando até com meretrizes,
Não seguindo, como eu sigo,
Todas as tuas diretrizes.

Então, respondeu-lhe o pai:
− Meu filho, meu grande amigo,
Tudo o que é meu é teu,
Pois sempre estiveste comigo;

Por outro lado era preciso
Que nos banqueteássemos
Com a volta do teu irmão,
E, também nos rejubilássemos,

Porque este teu irmão
Estava morto, e ressuscitou;
Encontrava-se perdido,
E, graças a Deus, se achou.

 

Autor: Arnaldo de Araújo rocha
Síntese Biográfica de Jesus em Versos

Capítulo 1 – Ponto de Vista

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Capítulo 8 – Esclarecimentos Necessários

Capítulo 9 – O Recenseamento

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Capítulo 11 – Jerusalém, Atualmente

Capítulo 12 – O Nascimento de Jesus

Capítulo 13 – O Cântico de Simeão

Capítulo 14- Os Magos do Oriente

Capítulo 15 – Elucidações Importantes

Capítulo 16 – A Fuga para o Egito

Capítulo 17 – O Esperado Regresso

Capítulo 18 – A Infância de Jesus

Capítulo 19 – Jesus aos 12 Anos

Capítulo 2o – A vida Pública de Jesus

Capítulo 21 – A Tentação de Jesus

Capítulo 22 – Os doze Apóstoles

Capítulo 23 – Pedro o Pedra

Capítulo 24 – Ensinamentos de Jesus

Capítulo 25 – Parábola do Filho Pródigo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PEDRO OU PEDRA

PEDRO OU PEDRA

De todos os apóstolos,
Pedro teve a satisfação
De receber do Mestre Jesus
O maior galardão,

Embora se acredite,
De acordo com a tradição,
Que o discípulo amado do Mestre
Era o apostolo João.

Estavam todos reunidos
Num pequeno povoado
Da cidade de Cesaréia,
Quando o grande “Enviado”,

A queima-roupa, lhes dirigiu
Essa difícil questão:
– Quem diz o povo que eu seja?
Tentando encontrar uma solução,

Todos pensaram um pouco
E surgiram imediatamente
As mais variadas respostas
Para essa pergunta diferente.

– Uns dizem que é João Batista.
– Outros dizem que é Elias.
– Alguns, ainda, dizem
Que é o profeta Jeremias –

Responderam vários deles.
Jesus perguntou novamente:
– E vocês, quem dizem que eu sou?
O silencio foi quebrado rapidamente

Pelo apóstolo Simão Pedro
Que respondeu sabiamente
– Você é o Messias, filho de Deus vivo –
Jesus avançou carinhosamente

Ao encontro desse apóstolo,
O único a Lhe responder
Com exatidão, e falou:
– Pedro, bem-aventurado é você,

Porque não foi nem a carne
E nem o sangue, certamente,
Que lhe inspiraram essa resposta,
Mas sim o meu Pai, tão-somente,

Que está nos céus –
Continuando sem que ninguém
Se atravesse a interrompê-lo, disse:
– Pois eu digo, também,

Que você é Pedro,
E sobre essa pedra Simão,
Edificarei minha igreja,
Sobre a qual, então,

As portas do inferno
Jamais prevalecerão.
Jesus havia apelidado
Antes o pescador Simão

De Pedro – em aramaico, pedra –
E aproveitou-se desse ato
Para compor um trocadilho
Sobre o qual seria, de fato,

Edificada a sua Igreja
No seio da humanidade.
– Darei a ti as chaves do reino –
Falou ainda Jesus na oportunidade,

Ao estarrecido pescador –
E a partir desta ocasião
Tudo o que desligares na terra
Será desligado nos céus, então.

 

Autor:Arnaldo de Araújo rocha
Síntese Biográfica de Jesus em Versos

Capítulo 1 – Ponto de Vista

Capítulo 2 – Visão de Zacarias

Capítulo 3 – Maria, A Futura Mãe

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Capítulo 5 – João, O Anunciador do Messias

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Capítulo 9 – O Recenseamento

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Capítulo 12 – O Nascimento de Jesus

Capítulo 13 – O Cântico de Simeão

Capítulo 14- Os Magos do Oriente

Capítulo 15 – Elucidações Importantes

Capítulo 16 – A Fuga para o Egito

Capítulo 17 – O Esperado Regresso

Capítulo 18 – A Infância de Jesus

Capítulo 19 – Jesus aos 12 Anos

Capítulo 2o – A vida Pública de Jesus

Capítulo 21 – A Tentação de Jesus

Capítulo 22 – Os doze Apóstoles

Capítulo 23 – Pedro o Pedra

 

Jesus aos 12 anos

JESUS AOS 12 ANOS

Do livro “Myriam” de Huberto Rohden¹,
Do capítulo “Lampejos do Além”,
Versificamos a narrativa do cego Eliud
Sobre Jesus no templo de Jerusalém:

“Nesse inesquecível dia,
Myriam recebeu em seu lar
O velho Eliud e a sua netinha
Que vieram para almoçar.

Lucas também foi convidado
Para a frugal refeição
Em casa da mãe de Jesus,
Nessa referida ocasião.

O cego contava na época
Quase setenta anos de idade;
Se o Nazareno ainda vivesse,
Nesse ano 59, teria na realidade

Onze anos a menos
Do que o velho “fellah” da Judéia.
Depois do leve repasto
Eliud teve a feliz idéia

De contar para os presentes,
Entre outras histórias, também
O encontro que teve com Jesus
No templo de Jerusalém.

A cegueira do último decênio,
Naquela situação presente,
Parecia haver lhe chamado,
Das penumbras do subconsciente

Para a luz meridiana do consciente,
Ocorrências há muito distantes,
Reminiscências da sua mocidade.
E bastante nítidas e constantes,

Surgiram a sua mente
Os acontecimentos vividos
Que aos olhos do espírito
São como se ontem houvessem ocorridos.

Lembra-te, Myriam
Começou o cego ancião,
Voltando suas órbitas extintas
Exatamente na direção

Daquela distinta senhora
E erguendo bastante o rosto,
Como que à procura de luz,
Continuou com muito gosto:

Lembra-te, querida amiga,
Daquela páscoa em Jerusalém,
Quando Jesus ficou no templo
Sem que tu e José ou mais alguém

Soubésseis onde Ele estava?
Se me lembro, querido amigo…
Foram dias de indizível angústia…
Que carrego ainda comigo…

Tinha o teu Jesus uns 12 anos.
Eu estava com 23 de idade.
Rabi Gamaliel, neto do grande Hillel²,
Instruíra-me, com propriedade,

No conhecimento da lei de Moisés.
Eu era um assíduo frequentador
Do venerável templo de Iavé,
E com o sentimento de muito fervor,

Passava longas horas
Aos pés do mestre Gamaliel,
Acompanhado nessa atitude
De alguns companheiros meus,

Porque dos lábios do mestre
Fluíam torrentes de sabedoria,
Certamente de origem divina,
Que a todos profundamente envolvia.

Um dia, após as solenidades pascais,
Gamaliel e outros rabis se encontravam
Reunidos numa sala do templo,
E naquele instante reflexionavam

Sobre a Lei e os profetas.
Eu e alguns adeptos valorosos
Tínhamos a permissão para assistir
A esses senados religiosos.

De súbito, entrou no recinto
Um menino de rara beleza
E pediu licença a Gamaliel,
Causando a todos muita estranheza,

Para ouvir as dissertações
Dos mestres ali presentes.
Alguns rabis se opuseram
De maneira muito veemente

A essa pretensão descabida
Porque era contra a praxe admitir
Que crianças, de qualquer idade,
Pudessem ficar por ali

E assistir as pregações dos rabis.
Não fosse a sábia intervenção
Do querido mestre Gamaliel,
É certo que naquela situação

O menino Jesus teria
Que abandonar a sala de reunião.
Gamaliel não era só sabedoria,
Mas também tinha muita intuição.

Permitiu ao pequeno intruso
Permanecer naquele lugar
E até indicou um assento
Perto do seu para ele sentar.

Depois deste ligeiro incidente,
Prosseguiu, animada, a discussão.
Explicavam os nossos doutores
Aos que estavam naquela reunião

O livro do profeta Isaías,
Honra e glória de nossa nação.
Não concordavam as suas opiniões
Sobre um ponto em questão:

O sentido do “ebed Yahveh”³,
De que falava o grande vidente.
Diziam uns que era Israel,
Alvitravam outros, frontalmente,

De que fosse o Messias vindouro.
Ninguém parecia ter lembrança
Que naquele seleto ambiente
Se encontrava uma criança

Que seguia com vivo interesse
O percurso da dissertação.
Eu nunca vira esse menino,
E nada sabia, até então,
Sobre ele e sua família.
Mas havia em seu semblante
Algo de luminoso, de divino,
A irradiar-se de maneira constante.

Estive por longo tempo
Com os olhos fixos nesse varão
E esqueci-me por completo
Do assunto versado no salão.

A certa altura, quando a discussão
Atingira o máximo de calor,
Na qual cada um expressava
O seu próprio juízo de valor,

Entre eles acabaram se formando
Dois partidos que se digladiavam
Em verdadeiro duelo intelectual
Sobre os aspectos de que discordavam

Relativos ao controvertido texto
Do grande profeta hebreu.
Levantou-se o menino desconhecido,
E perante todos aconteceu

Que com respeito e simplicidade
Pediu permissão ao grande rabi
Para dizer algumas palavras
Às pessoas que estavam ali.

Fez-se repentino silêncio,
Todos os olhos nele se fixaram,
O menino avançou resoluto
Com passos firmes que o levaram

Para o meio daquele recinto,
Espalmou sua delicada mão
Sobre o sagrado volume
E começou a discorrer, então…

Ó Myriam! Ó Lucas! Que momento divino…
Eliud, tomado pela emoção,
Deixa que de suas órbitas extintas
Brotem as lágrimas do coração.

Comunicou-se a todos os presentes
A grande comoção do narrador.
Pois não é a palavra expressada
Que comove a alma é o amor,
Amor que é a própria alma,
E a alma de Eliud, entrementes,
Era um mundo sacudido
Por terremotos veementes…

De alma para alma
É que esse fluido invisível
Transmite-se e empolga,
E pode tornar possível

Fenômeno de arrebatamento,
Lançando a outras realidades
O espírito em total envolvimento,
Desde a mais profunda das profundidades

Até a mais excelsa das excelsitudes.
A palavra é, propriamente,
Apenas um frágil veículo
Dessa força que unicamente

Da alma humana é emanada
E que muitas vezes, certamente,
Fala mais pelo silêncio
Do que pela voz tão-somente.

Por um longo momento
Envoltos em doce vibração,
Todos ficaram em silencio,
Enleados de tanta emoção.

Por fim, prosseguiu Eliud:
Quando naquele inesquecível dia
Aquele menino abriu os lábios,
Era como se o sol do meio-dia

Despontasse em plena meia-noite.
Não me lembro neste instante
De nenhuma das gloriosas palavras
Que ele disse perante os circunstantes.

Sei apenas que, ante aos olhos
De nossos espíritos imortais,
Havia uma imensa epopéia
De luzes e de fulgores, tais quais,

A um faiscar de centelhas
E lampejos de outra dimensão…
Vi descortinarem-se diante de mim,
Em diáfana e constante profusão,
Horizontes de infinita amplitude…
E este mundo que habitamos
Fugia como sombra longínqua,
Diferente de tudo o que imaginamos,

De forma vaga… quase irreal…
Via o universo das coisas espirituais
Como a única realidade, a grande,
A realíssima realidade… ademais,

O que aquele menino disse
Sobre as visões do profeta Isaias
Era o próprio reino de Deus,
De que ele mais tarde falaria,

Reino que está no mundo,
Mas que deste mundo parte não faz…
Reino da verdade e da vida…
Morada da justiça e da paz…

Reino do amor e da graça…
Residência da luz eternal…
Reino da beatitude infinita…
Domicilio do Pai Celestial…

Quando os rabis do templo
Se sentiram envolvidos totalmente
Nessa atmosfera divina,
Terminaram, quase que imediatamente,

Todas aquelas discussões,
Assim como caem os nevoeiros
Ante a incursão carinhosa do sol
Com seus raios amigueiros

A cada manhã de um novo dia.
Aproveitando a oportunidade,
Aqueles homens religiosos,
Com respeito e sensibilidade,

Dirigiram à iluminada criança
As melhores e mais sensatas questões
Que nunca haviam feito a ninguém
Em nenhuma de suas reuniões.

Abandonaram a letra mortífera
E abraçaram o espírito vivificante.
E a criança, com encanto e maestria,
Respondia a todos naquele instante,
Eclipsando toda a sabedoria
De todos os mestres de Israel,
Inclusive dos considerados maiores
Gamaliel, Chammai e Hillel.

E dizia todas aquelas coisas
Com tamanha graça e beleza
E espontânea naturalidade,
Que parecia, com certeza,

A realidade mais evidente
Na Terra e no Plano Espiritual.
Nem parecia reflexionar.
As palavras brotavam, de forma tal,

De seus lábios encarnados
Como a água pura que emana
Das profundezas da mãe terra
Para matar a sede humana.

Desse dia em diante
Disse Eliud com a voz terna,
E dando as suas palavras
Uma inflexão solene e interna

Deixou esse pequeno orbe
De existir para mim.
Era como se esse planeta
Tivesse chegado ao fim.

E quem viu o paraíso que eu vi
Por meio das palavras da criança,
Passa a viver para esse mundo
Com mais dedicação e confiança,

E só tolera essa vida presente
Como uma jornada que se faz
Para esse universo de luz e vida
De fraternidade, de amor e de paz…

Lembro-me, também, Miryam
Quando tu e teu esposo amado
Assomaram a entrada do templo
E chamaram pelo filho adorado

Porque havia três dias
Que andáveis à sua procura,
Cheios de receio e aflição.
Filho lhe disseste naquela altura ,
Por que fizeste isto?
Eis que teu pai e eu, preocupados,
Te procurávamos aflitos
Por todos os lados…

E ele, sereno e calmo,
Como sempre respondeu:
Por que me procuráveis?
Então não sabíeis que eu

Devia estar nas coisas de meu Pai?…
Eu disse Myriam naquela situação
Não atinei com o sentido profundo
Destas palavras ditas na ocasião

Pelo meu querido filho Jesus.
E também, quem as poderia entender?
Exclamou o respeitável Eliud
Como poder compreender

Que um menino de 12 anos
Deva ser mais da humanidade
Do que de sua família?
Mais redentor que filho de verdade?

Ser menos dos seus pais terrenos
E mais do Pai celestial?
Mais vítima de expiação
Que objeto de carinho maternal?…

Aqueles três dias suspirou Myriam
Foram dias de angústia inenarrável.
Sabíamos que o nosso Jesus
Era filho obediente e afável,

Mas ignorávamos por que razões
No-lo teria Deus tirado.
Não éramos dignos dele?…
Do dileto Messias enviado?…

Não lhe compreendíamos
A sua grande missão?…
E não estaria a sua vida em perigo
E sofrendo perseguição?

Não teria o sucessor de Herodes
Naquele instante, infelizmente,
Descoberto a nossa fuga para o Egito
E identificado o suposto pretendente
Ao rico trono da Judéia?…
Eu disse o cego ancião,
Sem atentar a essas perguntas
Feitas por Myriam na ocasião,

Quase que te quis mal
A partir daquele dia.
Filho assim não era certamente
Para uma única família,

Era para o mundo todo.
Só ele podia, com toda razão,
Libertar o nosso povo
Da vergonhosa escravidão.

Só ele podia restabelecer,
Com seu poder de atuação,
O esplendor do reino de Israel,
De nosso pai Davi, do grande Salomão…

Assim pensava eu nesse tempo.
E tu o levaste contigo…
E ele desapareceu dos meus olhos…
E até hoje trago comigo

Essas lembranças imperecíveis…
E só mais tarde pude compreender
A missão que o Divino Messias
Viera aqui na terra desenvolver.

Viera romper as algemas do pecado,
Libertando-nos de toda escravidão
Dos sentimentos inferiores
Que levam o homem à perdição.

Acabei tendo a certeza
De que o Seu reino de amor
Não era deste mundo…
E que o reino de nosso Senhor

Estava dentro de nós mesmos…
Após a narrativa emocionada,
Eliud partiu com sua netinha
Despedindo-se da mãe amada

Do meigo nazareno Jesus.
Pairava no ar tanta paz e harmonia;
Era como se a Terra, naquele dia,
Estivesse envolta em plena luz.


Síntese Biográfica de Jesus em Versos

Autor:Arnaldo de Araújo rocha

Capítulo 1 – Ponto de Vista

Capítulo 2 – Visão de Zacarias

Capítulo 3 – Maria, A Futura Mãe

Capítulo 4 – Maria Visita sua Prima Isabel

Capítulo 5 – João, O Anunciador do Messias

Capítulo 6 – O Difícil Reencontro

Capítulo 7 – O Sonho Revelador

Capítulo 8 – Esclarecimentos Necessários

Capítulo 9 – O Recenseamento

Capítulo 10 – De Nazaré a Belém de Judá

Capítulo 11 – Jerusalém, Atualmente

Capítulo 12 – O Nascimento de Jesus

Capítulo 13 – O Cântico de Simeão

Capítulo 14- Os Magos do Oriente

Capítulo 15 – Elucidações Importantes

Capítulo 16 – A Fuga para o Egito

Capítulo 17 – O Esperado Regresso

Capítulo 18 – A Infância de Jesus

Capítulo 19 – Jesus aos 12 Anos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Infância de Jesus

INFÂNCIA DE JESUS

Pouco sabem os historiadores
Sobre a infância do “Enviado”.
No Evangelho segundo Lucas,
Um acontecimento foi registrado,

Consoante o qual, o menino Jesus
Viajou com seus pais de Belém
Para participar das festividades
Da Páscoa judaica em Jerusalém¹.

E lá, esse menino prodígio,
Com seus 12 anos de idade,
Surpreendeu os doutores do Templo
Falando sobre a divina verdade.

A única informação a mais
Pela história registrada
Está no evangelho de Lucas²
Dessa forma consignada:

“Crescia o Menino e se fortalecia,
Enchendo-se de Sabedoria;
E a graça de Deus estava sobre Ele”.
Provavelmente, o filho de Maria

Cresceu na cidade Nazaré,
Auxiliando José na carpintaria
Até este falecer; esperando o dia
Que a Sua divina missão começaria.

Autor:Arnaldo de Araújo rocha
Síntese Biográfica de Jesus em Versos

Capítulo 1 – Ponto de Vista

Capítulo 2 – Visão de Zacarias

Capítulo 3 – Maria, A Futura Mãe

Capítulo 4 – Maria Visita sua Prima Isabel

Capítulo 5 – João, O Anunciador do Messias

Capítulo 6 – O Difícil Reencontro

Capítulo 7 – O Sonho Revelador

Capítulo 8 – Esclarecimentos Necessários

Capítulo 9 – O Recenseamento

Capítulo 10 – De Nazaré a Belém de Judá

Capítulo 11 – Jerusalém, Atualmente

Capítulo 12 – O Nascimento de Jesus

Capítulo 13 – O Cântico de Simeão

Capítulo 14- Os Magos do Oriente

Capítulo 15 – Elucidações Importantes

Capítulo 16 – A Fuga para o Egito

Capítulo 17 – O Esperado Regresso

Capítulo 18 – A Infância de Jesus

Capítulo 19 – Jesus aos 12 Anos

Capítulo 2o – A vida Pública de Jesus

 

O Esperado Regresso

O ESPERADO REGRESSO

Não se sabe, exatamente,
O período de duração
Do exílio de Jesus Cristo
Naquela abençoada nação.

A visita dos reis magos
Que vieram do Oriente,
E a fuga do trio para o Egito
Ocorreram, provavelmente,

No segundo ano de vida
Do meigo menino Jesus.
Certa noite, reapareceu a José,
Envolto em muita luz,

O conhecido anjo do Senhor
E ordenou-lhe, no momento,
Que voltasse à sua terra,
Porque tinha se dado o falecimento

Do governador Herodes, o grande.
Não tardaram os três
A fazer-se de partida.
O menino Jesus, por sua vez,

Tinha entre 4 e 5 anos,
Ia ao lado do pai pelo caminho
Enquanto sua querida mãe
Seguia-os montada no jumentinho.

Foi difícil e muito penosa
A jornada ao longo do litoral,
Rumo a Gaza, Azoto e Ascalon,
Teatro das proezas de Sansão, o colossal.

Depois de vários dias
Cruzaram as várzeas de Saron.
Daí dobraram para o leste,
E atravessaram o vale de Esdrelon,

Até avistarem, ao longe,
As montanhas da Judéia amada.
Ao pernoitarem numa estalagem,
José ouviu de um camarada

Que, em vez do sanguinário Herodes,
Reinava na Judéia, naquele instante,
O seu filho de nome Arquelau,
Homem muito cruel e inconstante,

Tal qual fora seu pai.
Pensando nessa situação,
José achou mais prudente
Seguirem em outra direção;

Em vez da cidade de Belém,
Prosseguiram para Samaria;
E de lá para a doce Galiléia
Em cujo coração florescia

A aldeia serrana de Nazaré.
Nessa povoação encantadora,
A mãe do menino Jesus
Era, certamente, possuidora

De uma singela casinha,
Herança de seus genitores.
E, assim, Maria, Jesus e José
Passaram a residir em Nazaré.

 

Autor:Arnaldo de Araújo rocha
Síntese Biográfica de Jesus em Versos

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Capítulo 6 – O Difícil Reencontro

Capítulo 7 – O Sonho Revelador

Capítulo 8 – Esclarecimentos Necessários

Capítulo 9 – O Recenseamento

Capítulo 10 – De Nazaré a Belém de Judá

Capítulo 11 – Jerusalém, Atualmente

Capítulo 12 – O Nascimento de Jesus

Capítulo 13 – O Cântico de Simeão

Capítulo 14- Os Magos do Oriente

Capítulo 15 – Elucidações Importantes

Capítulo 16 – A Fuga para o Egito

Capítulo 17 – O Esperado Regresso

Capítulo 18 – A Infância de Jesus

Capítulo 19 – Jesus aos 12 Anos

Capítulo 2o – A vida Pública de Jesus

 

A Fuga para o Egito

A FUGA PARA O EGITO

Desde a partida dos reis magos,
José estava sendo assaltado
Por maus pressentimentos
Em relação ao seu filho amado.

Até que numa noite
Foi visitado novamente
Por aquele anjo luminoso
Que lhe aparecera anteriormente

Ao nascimento de Jesus.
E lhe deu a confirmação
Daquilo que seria para José
A mais negra apreensão.

Foge, José! dissera o anjo
Com muita seriedade 
Toma o teu filho e foge com Maria
Para o Egito com celeridade,

Pois Herodes deseja matá-lo.
Tão logo José despertou
Daquele terrível sonho,
A sua esposa acordou

E disse a ela naquele instante:
Levante, minha esposa querida,
E enrole Jesus em dois mantos,
Pois que estamos de partida 

Falou José sem dar mais explicações.
Maria ficou olhando o marido,
Certa de que alguma coisa
A José havia acontecido.

Ela conhecia muito bem
Aquele estado alterado
Que envolvia a seu esposo
Naquele instante aprazado,

Pois ela mesma, também,
Já passara pela experimentação.
Certamente, José recebera
Uma divina comunicação.

Sem qualquer pergunta
Maria seguiu a orientação
De seu esposo querido
E preparou o pequeno varão

Para partirem em família
Rumo a outra localidade.
Depois que os três partiram,
José sentiu a necessidade

De contar para sua esposa Maria
O que ocorrera na realidade.
Seguiram juntos para o Egito
Deixando a pequena cidade

Onde nascera o menino Jesus.
Após vários dias, os três,
Depois de exaustiva caminhada,
Atravessaram o istmo de Suez,

Penetrando no Baixo Egito.
Estabeleceu-se o trio, provavelmente,
Nas proximidades de Heliópolis
Onde existia, felizmente,

Um lindo templo judaico.
A permanência deles na região
Foi marcada pelo desterro,
E sofreram muita privação.

Alugaram uma modesta vivenda
Nos arrabaldes da cidade;
E José, carpinteiro de profissão,
Trabalhava com tenacidade

Para prover a sua família
Do que fosse necessário;
E viverem com dignidade,
Percebendo pequeno salário.

As mãos hábeis de Maria
Cercaram a pequena habitação
De uma horta e um jardinzinho.
Além dessa ocupação,

Maria preparava as refeições,
Como também tecia e fazia
Os vestuários que todos eles
Utilizavam no dia-a-dia.

O Egito não deixava de ser
Para todo israelita, certamente,
Uma terra considerada santa,
Já que, tradicionalmente,

As veneráveis tradições
Do povo eleito de Israel
Radicavam-se nesse solo,
Desempenhado o seu papel,

Intimamente irmanadas
Com o país e a saga dos faraós.
No Egito tinham vivido
Moisés e da mesma forma Jacó.

Apesar dessas características,
Foi uma vida de dificuldade
Imposta àquela família
Que suportou com fé e coragem.

Mas, voltando um pouco no tempo,
Citaremos do apóstolo Mateus²
Uma das passagens mais tristes
Que naquela época aconteceu:

Vendo-se iludido pelos magos,
Herodes, com extrema crueldade,
Mandou matar todos os meninos
De Belém e dos arredores da cidade,

De dois anos para baixo,
Conforme a precisa informação
Que tivera dos três reis magos
Naquela fatídica reunião.

Então se cumpriu o que foi dito
Conforme escrito nas profecias,
Esse acontecimento hediondo
Predito pelo profeta Jeremias³:

“Ouviu-se um clamor em Ramá,
Pranto, choro e grande lamento;
Era Raquel, inconsolável, chorando demais
Por seus filhos que já não existiam mais”.

 

Autor:Arnaldo de Araújo rocha
Biografia de Jesus em Versos

Capítulo 1 – Ponto de Vista

Capítulo 2 – Visão de Zacarias

Capítulo 3 – Maria, A Futura Mãe

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Capítulo 6 – O Difícil Reencontro

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Capítulo 8 – Esclarecimentos Necessários

Capítulo 9 – O Recenseamento

Capítulo 10 – De Nazaré a Belém de Judá

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Capítulo 16 – A Fuga para o Egito