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biografia

A ADÚLTERA DE JERUSALÉM

A ADÚLTERA DE JERUSALÉM

Um episódio muito famoso
De que faremos menção
É o da adúltera perdoada por Jesus
Mencionada no evangelho de João:

Jesus estava no templo, em Jerusalém,
Cumprindo com o seu ministério
Quando os fariseus lhe apresentaram
Uma mulher surpreendida em adultério.

Depois de colocarem-na no centro,
Fizeram a Jesus um questionamento:
Mestre, esta mulher foi pega,
Exatamente no momento

Em que praticava o adultério.
A lei de Moisés, conseqüentemente,
Ordena que esta senhora seja
Apedrejada imediatamente.

O que nos tem a dizer?
João nos diz que os fariseus
Faziam isso para preparar
Uma armadilha para o Filho de Deus,

Mas como o Mestre Jesus
Não era de fugir a uma incitação,
Pôs-se de cócoras a rabiscar
Algo sobre a areia do chão,

Permanecendo em silêncio.
A situação era delicada
E o meigo Rabi da Galiléia sabia
Que tinham Lhe armado uma cilada.

Estaria contrariando a lei de Moisés
Se Jesus mandasse libertá-la.
Seria acusado de impiedoso
Se Ele mandasse apedrejá-la.

Farto da insistência dos fariseus
Jesus ergueu-se e deu seu recado:
Aquele entre vocês
Que estiver sem pecado

Que atire a primeira pedra!
E retornou a mesma posição,
Recomeçando a escrever
Sobre o pó daquele chão.

Os homens que ali estavam
Ficaram totalmente paralisados.
Depois, pouco a pouco, um a um,
Deixaram o local sisudos e calados.

Quando o templo estava vazio,
Jesus à mulher adúltera perguntou:
Onde estão os seus acusadores?
Ninguém te condenou?

Ninguém, Senhor disse ela.
E completou Jesus no instante:
Tampouco eu lhe condeno.
Vai, e de agora em diante

Não volte a pecar mais.
E naquele momento
Aquela senhora foi embora
Aliviada de seu tormento.

 

Autor: Arnaldo de Araújo rocha
Síntese Biográfica de Jesus em Versos

Capítulo 1 – Ponto de Vista

Capítulo 2 – Visão de Zacarias

Capítulo 3 – Maria, A Futura Mãe

Capítulo 4 – Maria Visita sua Prima Isabel

Capítulo 5 – João, O Anunciador do Messias

Capítulo 6 – O Difícil Reencontro

Capítulo 7 – O Sonho Revelador

Capítulo 8 – Esclarecimentos Necessários

Capítulo 9 – O Recenseamento

Capítulo 10 – De Nazaré a Belém de Judá

Capítulo 11 – Jerusalém, Atualmente

Capítulo 12 – O Nascimento de Jesus

Capítulo 13 – O Cântico de Simeão

Capítulo 14- Os Magos do Oriente

Capítulo 15 – Elucidações Importantes

Capítulo 16 – A Fuga para o Egito

Capítulo 17 – O Esperado Regresso

Capítulo 18 – A Infância de Jesus

Capítulo 19 – Jesus aos 12 Anos

Capítulo 2o – A vida Pública de Jesus

Capítulo 21 – A Tentação de Jesus

Capítulo 22 – Os doze Apóstoles

Capítulo 23 – Pedro o Pedra

Capítulo 24 – Ensinamentos de Jesus

Capítulo 25 – Parábola do Filho Pródigo

Capítulo 26 – Parábola do Semeador

Capítulo 27 – Explicação da Parábola do Semeador

Capítulo 28 – Parábola dos Talentos

Capítulo 29 – Parábola do Bom Samaritando

Capítulo 30 – Objetivos Crísticos

Capítulo 31 – Maria de Magdala

Capítulo 32 – A adultera de Jerusalem

 

MARIA DE MAGDALA

MARIA DE MAGDALA

Um membro dos fariseus
Convidou Jesus para jantar,
E, entrando na casa daquele,
Na mesa, Ele tomou lugar.

Havia uma pecadora
Que na cidade morava,
E pelo Divino Mestre
Esta mulher procurava.

Ela foi ao Seu encontro,
Buscando consolação,
Levando, consigo, um vaso
De perfume em sua mão.

Pondo-se-Lhe aos pés,
Chorando, ela começou
A regá-los com lágrimas,
Que com os cabelos enxugou,

E, beijando-os, enternecida,
Com perfume os untou,
Mostrando arrependimento
De quem muito já errou.

O dono daquela casa,
Que O havia convidado,
Dizia, assim, consigo,
Muito escandalizado:

− Se Ele fosse profeta,
Saberia num instante
Que a mulher que O toca
Tinha pecado, bastante.

Lendo seu pensamento,
Jesus falou ao anfitrião:
− Tenho algo a dizer-te
Neste momento, Simão…

Este, assim, respondeu:
− Mestre, dizei-me o que for…
E, tomando a palavra,
Jesus se pronunciou:

− Havia um certo credor
Que tinha dois devedores;
De cada um lhe direi
Quais os devidos valores:

Quinhentos denários
Ao primeiro deles entregou;
Para o segundo foi cinqüenta
O tanto que ele emprestou.

Não tendo nenhum deles
Como pagar a obrigação,
O credor benevolente
Perdoou os dois, então.

Dessa forma, qual dos dois
Amará mais o credor?
Respondeu-lhe o fariseu:
− Aquele a quem mais perdoou…

− Julgaste bem. Disse Jesus
Ao intrigado anfitrião,
E, sereno, arrematou:
− Vês esta mulher, Simão?

Entrei na tua casa
E para os meus pés lavar
Não me deste água;
Contudo, ela os fez limpar,

Regando-os com lágrimas
E com toda docilidade,
Secou-os com os cabelos,
Demonstrando humildade.

Não me deste ósculos;
Mas, desde que ela entrou,
Beijando os meus pés
O tempo todo ficou.

Não ungistes com óleo
A minha cabeça, amigo;
Mas ela perfumou os meus pés.
Por isso, agora, te digo:

Perdoados lhe serão
Os pecados que obrou,
Que na verdade são muitos,
Porque muito, também, amou…

No entanto, todo aquele
A quem pouco se perdoou
É porque, certamente,
Muito pouco este amou…

E Ele disse à mulher
Na frente do anfitrião:
− Todos os teus pecados
Perdoados já estão…

Os que estavam à mesa
Indagavam-se preocupados:
− Quem é esse homem
Que perdoa até pecados?

E, voltando-se à Magdala,
Jesus, assim, se expressou:
− Vai-te embora, em paz,
Pois a tua fé te salvou…


Capítulo 1 – Ponto de Vista
Autor:Arnaldo de Araújo rocha
Síntese Biográfica de Jesus em Versos

Capítulo 2 – Visão de Zacarias

Capítulo 3 – Maria, A Futura Mãe

Capítulo 4 – Maria Visita sua Prima Isabel

Capítulo 5 – João, O Anunciador do Messias

Capítulo 6 – O Difícil Reencontro

Capítulo 7 – O Sonho Revelador

Capítulo 8 – Esclarecimentos Necessários

Capítulo 9 – O Recenseamento

Capítulo 10 – De Nazaré a Belém de Judá

Capítulo 11 – Jerusalém, Atualmente

Capítulo 12 – O Nascimento de Jesus

Capítulo 13 – O Cântico de Simeão

Capítulo 14- Os Magos do Oriente

Capítulo 15 – Elucidações Importantes

Capítulo 16 – A Fuga para o Egito

Capítulo 17 – O Esperado Regresso

Capítulo 18 – A Infância de Jesus

Capítulo 19 – Jesus aos 12 Anos

Capítulo 2o – A vida Pública de Jesus

Capítulo 21 – A Tentação de Jesus

Capítulo 22 – Os doze Apóstoles

Capítulo 23 – Pedro o Pedra

Capítulo 24 – Ensinamentos de Jesus

Capítulo 25 – Parábola do Filho Pródigo

Capítulo 26 – Parábola do Semeador

Capítulo 27 – Explicação da Parábola do Semeador

Capítulo 28 – Parábola dos Talentos

Capítulo 29 – Parábola do Bom Samaritando

Capítulo 30 – Objetivos Crísticos

Capítulo 31 – Maria de Magdala

 

OBJETIVOS CRÍSTICOS

OBJETIVOS CRÍSTICOS

Muito do que Jesus ensinou
Fazia parte exatamente
Da tradição dos hebreus
Ou da Bíblia judaica, precisamente,

Mas Jesus deu maior ênfase
Aos conhecimentos ali contidos,
E novos ensinamentos, de sua parte,
Foram, também, incluídos.

Combatia com vigor o pecado,
Mas não desprezava o pecador:
Contrário à hipocrisia e à crueldade
Pregava a justiça com ardor

Em favor dos fracos e oprimidos;
Estava sempre com disposição
Praticando as suas curas
E perdoando a algum irmão;

Ensinava que o arrependimento
Conjugado com a fé no Senhor
Podia salvar os homens
De um destino de muita dor.

A todos os seus seguidores
Ensinava de forma natural
A amar aos semelhantes
E, também, ao Pai Celestial.

Frisava que cada pessoa
Deveria tratar a outra, igualmente,
Da mesma forma que gostaria
De ser tratada por ela, certamente.

Existe uma linda passagem
Que guarda grande ensinamento
Da jovem Maria de Magdala
Mostrando o seu arrependimento

E recebendo a benção do Senhor,
Que nessa especial ocasião
Perdoou a conhecida pecadora
Quando na casa do fariseu Simão.

 

Autor:Arnaldo de Araújo rocha
Síntese Biográfica de Jesus em Versos

Capítulo 1 – Ponto de Vista

Capítulo 2 – Visão de Zacarias

Capítulo 3 – Maria, A Futura Mãe

Capítulo 4 – Maria Visita sua Prima Isabel

Capítulo 5 – João, O Anunciador do Messias

Capítulo 6 – O Difícil Reencontro

Capítulo 7 – O Sonho Revelador

Capítulo 8 – Esclarecimentos Necessários

Capítulo 9 – O Recenseamento

Capítulo 10 – De Nazaré a Belém de Judá

Capítulo 11 – Jerusalém, Atualmente

Capítulo 12 – O Nascimento de Jesus

Capítulo 13 – O Cântico de Simeão

Capítulo 14- Os Magos do Oriente

Capítulo 15 – Elucidações Importantes

Capítulo 16 – A Fuga para o Egito

Capítulo 17 – O Esperado Regresso

Capítulo 18 – A Infância de Jesus

Capítulo 19 – Jesus aos 12 Anos

Capítulo 2o – A vida Pública de Jesus

Capítulo 21 – A Tentação de Jesus

Capítulo 22 – Os doze Apóstoles

Capítulo 23 – Pedro o Pedra

Capítulo 24 – Ensinamentos de Jesus

Capítulo 25 – Parábola do Filho Pródigo

Capítulo 26 – Parábola do Semeador

Capítulo 27 – Explicação da Parábola do Semeador

Capítulo 28 – Parábola dos Talentos

Capítulo 29 – Parábola do Bom Samaritando

Capítulo 30 – Objetivos Crísticos

 

PARÁBOLA DO BOM SAMARITANO

PARÁBOLA DO BOM SAMARITANO

Certa vez, um doutor da lei,
Tendo se levantado,
Disse a Jesus para o tentar:
− Oh! Mestre amado,

O que é preciso
Que eu faça por aqui
Para que a eternidade
Eu possa adquirir?

Jesus lhe respondeu:
− Que está escrito na lei, senhor?
Que ledes nela?
Respondeu-Lhe o doutor:

− Amareis o Senhor vosso Deus
De todo o vosso coração,
De toda a vossa alma…
E continuou sua explanação:

− Amareis o Senhor vosso Deus
De todo o vosso espírito,
De todas as vossas forças.
E completou expedito:

− E amareis ao vosso próximo
Como a vós mesmos…
Jesus lhe disse,
Então, nesses termos:

− Respondestes muito bem;
Fazei isso e vivereis…
Foi o que falou Jesus
Ao doutor das leis.

Mas esse homem,
Querendo parecer ser justo,
Perguntou a Jesus,
Que nunca houvera sido injusto:

− E quem é o meu próximo?
E Jesus, tomando a palavra,
Disse-Lhe esta história,
Repertório de sua lavra:

− Um homem que descia
De Jerusalém para Jericó
Caiu nas mãos de ladrões
Enquanto viajava só.

Foi por eles despojado,
E o cobriram de ferida,
Deixando-o semimorto,
Sem amparo e sem guarida.

Aconteceu, em seguida,
Que um sacerdote,
Descendo pelo mesmo caminho,
Ao percebê-lo, deixou-o à sorte,

Passando para o outro lado,
Negando-se a socorrer
Um irmão em sofrimento
Que estava preste a morrer.

Um Levita que, também,
Veio para o mesmo lugar,
Ao vislumbrar o enfermo,
Rumou para o lado de lá.

Mas um Samaritano
Que sozinho viajava
Chegou também ao local
Onde o homem agonizava.

Tendo-o visto sofrendo,
Foi tomado de compaixão
E ali mesmo o socorreu
Enquanto caído no chão;

Derramou óleo e vinho
Em seus vários ferimentos
E os enfaixou com muito zelo
Aliviando os seus tormentos;

Colocando-o sobre seu cavalo,
Conduziu-o a uma hospedaria,
Cuidou dele com carinho
Como quase ninguém o faria.

No dia seguinte pela manhã,
Tirou duas moedas do bolso
E deu ao hospedeiro, dizendo:
− Cuidai bem deste moço

E tudo o que despenderdes
E usardes a mais,
Eu vos restituirei
No meu regresso, rapaz.

Jesus disse: − Qual dos três
Vos parece haver sido
O próximo daquele
Que quase tinha morrido?

O doutor lhe respondeu:
− O que usou de misericórdia,
Assistindo à vítima
Desta maravilhosa história.

− Ide, pois, e fazei o mesmo…
Disse o Divino Mestre Jesus,
Ensinando-nos por parábolas
O caminho da verdade e da luz.

 

Autor:Arnaldo de Araújo rocha
Síntese Biográfica de Jesus em Versos

Capítulo 1 – Ponto de Vista

Capítulo 2 – Visão de Zacarias

Capítulo 3 – Maria, A Futura Mãe

Capítulo 4 – Maria Visita sua Prima Isabel

Capítulo 5 – João, O Anunciador do Messias

Capítulo 6 – O Difícil Reencontro

Capítulo 7 – O Sonho Revelador

Capítulo 8 – Esclarecimentos Necessários

Capítulo 9 – O Recenseamento

Capítulo 10 – De Nazaré a Belém de Judá

Capítulo 11 – Jerusalém, Atualmente

Capítulo 12 – O Nascimento de Jesus

Capítulo 13 – O Cântico de Simeão

Capítulo 14- Os Magos do Oriente

Capítulo 15 – Elucidações Importantes

Capítulo 16 – A Fuga para o Egito

Capítulo 17 – O Esperado Regresso

Capítulo 18 – A Infância de Jesus

Capítulo 19 – Jesus aos 12 Anos

Capítulo 2o – A vida Pública de Jesus

Capítulo 21 – A Tentação de Jesus

Capítulo 22 – Os doze Apóstoles

Capítulo 23 – Pedro o Pedra

Capítulo 24 – Ensinamentos de Jesus

Capítulo 25 – Parábola do Filho Pródigo

Capítulo 26 – Parábola do Semeador

Capítulo 27 – Explicação da Parábola do Semeador

Capítulo 28 – Parábola dos Talentos

Capítulo 29 – Parábola do Bom Samaritando

 

 

PARÁBOLA DOS TALENTOS

PARÁBOLA DOS TALENTOS

Nesta parábola magistral
Que agora vamos contar,
O Senhor age como um homem
Que precisava viajar.

Os seus servidores chamou
Para seus bens lhes entregar,
Distribuindo seus talentos,
Dos quais pudessem cuidar.

Ao primeiro, ele deu cinco;
Ao segundo, ele deu dois;
Ao terceiro, ele deu um
E partiu logo depois.

O que recebeu cinco,
Então, foi-se e negociou,
E com aquele dinheiro
Outros cinco ele ganhou.

Aquele que recebeu dois
Da mesma forma agiu
E, fazendo bons negócios,
Outros dois ele conseguiu

Mas o que recebeu um
De outra forma procedeu,
Cavou um buraco na terra
E o dinheiro escondeu.

Muito tempo depois,
O senhor, tendo retornado,
Chamou aqueles servidores
Pedindo-lhes contas do emprestado.

Veio o que recebera cinco
E outros cinco lhe apresentou
Dizendo, satisfeito, ao seu amo
Como foi que ele os arrecadou.

O senhor, reconhecido,
Assim lhe respondeu:
− Bom e leal servidor,
Cuidaste do que é meu,

Foste fiel em poucas coisas;
Confiar-te-ei outras mais,
E agora compartilha da alegria
Do teu senhor, meu rapaz.

Aquele que recebera dois
Veio logo se apresentar;
Dirigindo-se ao senhor,
Ele começou a falar:

− Entregaste-me dois talentos,
E com eles trabalhei,
E aqui estão, além destes,
Outros dois que eu ganhei.

O senhor lhe respondeu:
− Servidor bom e fiel,
Foste leal no pouco,
Cumpriste o teu papel;

E, por esse resultado,
Confiar-te-ei muito mais,
Porque me provastes
Do tanto que és capaz.

E rematou o senhor
Falando com sabedoria:
− Compartilha neste instante
Da minha enorme alegria.

E por último veio aquele
Que um talento recebeu;
Dirigindo-se ao senhor,
Contou o que sucedeu:

− Sei que és severo
E acabas ceifando
Onde nada semeaste…
E continuou falando:

− E que do mesmo jeito
Terminas colhendo
De onde nada puseste…
E completou dizendo:

− Contudo, como te temia,
Escondi o teu talento
Embaixo da terra,
Que restituo neste momento.

E respondeu o senhor:
− Se sabias que ceifei,
Servidor mau e preguiçoso,
Onde nada semeei,

E que também colhi
Onde nada empreguei,
Devias ter posto o dinheiro
Que eu te entreguei

Nas mãos de banqueiros,
E, quando regressasse,
Com juros eu retiraria
O que me tocasse.

Tirem-lhe, pois, o dinheiro,
E que ele fique sem,
E dêem-no àquele
Que dez talentos tem.

Porquanto, para aqueles
Que tem bens acumulados
Dar-se-á, enfim, muito mais,
E ficarão mais abastados.

Enquanto desse outro,
Que nada conseguiu obter,
Tirar-se-á até mesmo
O que ele pareça ter;

Que nas trevas exteriores
Possa, por fim, ser lançado
Este servidor inútil,
Que está aqui a meu lado,

Onde haverá muito pranto
E também ranger de dentes
− Foi o que disse o senhor
Para todos os presentes.

 

Autor:Arnaldo de Araújo rocha
Síntese Biográfica de Jesus em Versos

Capítulo 1 – Ponto de Vista

Capítulo 2 – Visão de Zacarias

Capítulo 3 – Maria, A Futura Mãe

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Capítulo 6 – O Difícil Reencontro

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Capítulo 26 – Parábola do Semeador

Capítulo 27 – Explicação da Parábola do Semeador

Capítulo 28 – Parábola dos Talentos

 

 

EXPLICAÇÃO DA PARÁBOLA DO SEMEADOR

EXPLICAÇÃO DA PARÁBOLA DO SEMEADOR

Ensinando aos discípulos,
Jesus falou com todo ardor:
− Escutai, vós outros, o sentido
Da parábola do semeador:

A semente significa
A palavra do Senhor,
E o semeador é aquele
Que a palavra divulgou.

Aquele que a palavra
Ouve e não lhe dá atenção,
Vem satanás e a retira
De dentro do seu coração,

Movido pelo temor
De que não venha suceder
Que, na palavra crendo,
A salvação vá acontecer.

Esta importante passagem
Por Jesus explicada
Representa a semente
Caída à beira da estrada.

− Aquele que a semente
Entre as pedras recebeu
É o que ouviu a palavra
E com alegria a acolheu.

Contudo, não tendo raízes
E vindo as tribulações,
E por causa da palavra
Passe a sofrer perseguições,

Logo se escandaliza.
Sua fé desaparece,
É broto que o sol cresta
E sem demora perece.

As sementes que caíram
Em meio ao espinheiro
Representam os que são
Escravos do dinheiro,

Que ouvem a palavra;
Porém, a ilusão da riqueza
E muitas outras paixões
Sufocam sua beleza.

Mas aqueles que a palavra
Recebem e lhe dão atenção
São os que a cultivam
No fundo do coração

E dela retiram frutos
Em crescente proporção,
De trinta ou de sessenta,
Até mesmo de cem por grão

 

Autor:Arnaldo de Araújo rocha
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Capítulo 26 – Parábola do Semeador

Capítulo 27 – Explicação da Parábola do Semeador

 

 

PARÁBOLA DO SEMEADOR

PARÁBOLA DO SEMEADOR

Certo dia, o Mestre Jesus
Encontrava-se à beira do mar,
E uma multidão reuniu-se
Para ouvi-lo, então, falar.

Ele subiu numa barca
Onde, afinal, se assentou.
O povo que ali estava
Na margem do mar ficou.

Falando com carinho,
Muitas coisas ensinou
E deixou-nos de presente
A Parábola do Semeador:

− Saiu aquele que semeia
Procurando semear
E enquanto semeava
Não pôde observar

Que algumas sementes
Pelo caminho caíram,
E os pássaros do céu
Vieram e as consumiram.

Uma outra quantidade,
Entre as pedras, tombou
E, por haver pouca terra,
Rapidamente germinou…

Tinha acabado de nascer
E, de pronto, o sol a queimou;
E, como não possuía raízes,
Pereceu e, por fim, secou.

Entre os espinheiros
Outras sementes deitaram,
Mas os espinhos cresceram
E, depois, as sufocaram.

Outras, enfim, caíram em boa terra
Que davam fruto muito bem,
Rendendo trinta por um;
Outras, sessenta; outras, cem…

E, assim, disse-nos Jesus
Para que pudéssemos refletir:
− Que ouça aquele que tem
Ouvidos prontos a ouvir.

 

Autor:Arnaldo de Araújo rocha
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Capítulo 1 – Ponto de Vista

Capítulo 2 – Visão de Zacarias

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Capítulo 4 – Maria Visita sua Prima Isabel

Capítulo 5 – João, O Anunciador do Messias

Capítulo 6 – O Difícil Reencontro

Capítulo 7 – O Sonho Revelador

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Capítulo 15 – Elucidações Importantes

Capítulo 16 – A Fuga para o Egito

Capítulo 17 – O Esperado Regresso

Capítulo 18 – A Infância de Jesus

Capítulo 19 – Jesus aos 12 Anos

Capítulo 2o – A vida Pública de Jesus

Capítulo 21 – A Tentação de Jesus

Capítulo 22 – Os doze Apóstoles

Capítulo 23 – Pedro o Pedra

Capítulo 24 – Ensinamentos de Jesus

Capítulo 25 – Parábola do Filho Pródigo

Capítulo 26 – Parábola do Semeador

PARÁBOLA DO FILHO PRÓDIGO

PARÁBOLA DO FILHO PRÓDIGO

Esta linda parábola
Nos fala do amor,
Da imensa bondade
E da misericórdia do Senhor.

Havia um bom homem
Que dois filhos gerou,
E o mais moço deles
Disse ao pai, que o criou:

− Pai, dá-me a parte
Do que há de me tocar
De todos os teus bens
Para que eu possa gozar…

E o pai, generoso,
Prontamente repartiu
Com seus dois únicos filhos
Os bens que adquiriu.

Alguns dias depois,
Levando o que herdou,
O filho mais novo
Para outro lugar viajou.

Chegou a uma terra distante,
De um país muito diferente,
E lá dissipou seus haveres,
Vivendo dissolutamente.

Depois de ter dissipado
Tudo aquilo que era seu,
Uma grande fome
Naquele país sucedeu.

Logo, ele começou
A sentir muita privação
E procurou um serviço,
Passando a ter patrão.

Este, porém, o enviou
Para fora da cidade
A apascentar os porcos
De sua propriedade.

Ali, desejou consumir
O que os porcos comiam;
Mas as pessoas do local
Nem isso lhe permitiam.

Enfim, caindo em si, pensou:
– Quanta fartura de pão
Há na casa de meu pai,
E eu aqui nesta precisão.

Lá, até os serviçais
Vivem na abundância,
E eu aqui perecendo
De fome, nesta estância.

Eis, agora, o que farei:
Daqui, levantar-me-ei,
Irei ter com o meu pai
E, humildemente, lhe direi:

− Pai, pequei contra o céu,
Como também diante de ti,
E, arrependido de tudo isso,
Agora estou aqui.

Já não sou digno
De teu filho ser chamado;
Trata-me, enfim, meu pai,
Como a um teu empregado…

Levantou-se prontamente
E, resoluto, se encaminhou
Para a casa de seu pai,
Que um dia ele deixou.

Vinha ele ainda longe
Quando seu pai o avistou,
E, tomado de compaixão,
Correndo, o abraçou e beijou.

E o filho, emocionado,
Finalmente a seu pai disse
O que falou que diria
Quando este o revisse:

− Pai, pequei contra o céu,
Como também diante de ti,
E, arrependido de tudo isso,
Agora estou aqui.

Já não sou digno
De teu filho ser chamado…
E, antes que tudo falasse
Do jeito que havia planejado

O seu pai dirigiu-se, alegre,
Aos servos da casa dele:
− Tragam-lhe a melhor roupa
E depressa vistam-na nele;

Ponham-lhe sandálias nos pés
E um lindo anel no dedo;
Preparem um novilho gordo,
Que hoje teremos folguedo;

Porque este meu filho
Estava morto e ressuscitou,
Tinha-se perdido, e achou-se;
Regozijemo-nos, pois, feliz estou!

E começaram a festejar
O grande acontecimento
Da volta do filho pródigo
Naquele exato momento.

O filho mais velho,
Que no campo se encontrava,
Ouviu música e viu as danças
Quando para casa voltava.

Chamou um dos servos
E perguntou, admirado:
− O que está acontecendo
Na casa de meu pai amado?

O servo lhe respondeu:
− Foi o teu irmão que voltou,
E teu pai mandou festejar,
Pois com saúde o recuperou…

Ele muito se indignou
E não queria se aproximar;
Mas o pai solicitou-lhe
Para a residência adentrar.

Porém ele ao pai respondeu:
− Desde quando aqui estou,
Há tantos anos te sirvo…
E, magoado, continuou:

− Jamais eu transgredi
Uma ordem tua, qualquer;
E para festejar com amigos,
Nunca me destes um cabrito, sequer;

No entanto, ao regressar
Esse teu outro filho,
Que esbanjou os teus bens,
Mandaste preparar um novilho.

Ele, que foi leviano,
Estando até com meretrizes,
Não seguindo, como eu sigo,
Todas as tuas diretrizes.

Então, respondeu-lhe o pai:
− Meu filho, meu grande amigo,
Tudo o que é meu é teu,
Pois sempre estiveste comigo;

Por outro lado era preciso
Que nos banqueteássemos
Com a volta do teu irmão,
E, também nos rejubilássemos,

Porque este teu irmão
Estava morto, e ressuscitou;
Encontrava-se perdido,
E, graças a Deus, se achou.

 

Autor: Arnaldo de Araújo rocha
Síntese Biográfica de Jesus em Versos

Capítulo 1 – Ponto de Vista

Capítulo 2 – Visão de Zacarias

Capítulo 3 – Maria, A Futura Mãe

Capítulo 4 – Maria Visita sua Prima Isabel

Capítulo 5 – João, O Anunciador do Messias

Capítulo 6 – O Difícil Reencontro

Capítulo 7 – O Sonho Revelador

Capítulo 8 – Esclarecimentos Necessários

Capítulo 9 – O Recenseamento

Capítulo 10 – De Nazaré a Belém de Judá

Capítulo 11 – Jerusalém, Atualmente

Capítulo 12 – O Nascimento de Jesus

Capítulo 13 – O Cântico de Simeão

Capítulo 14- Os Magos do Oriente

Capítulo 15 – Elucidações Importantes

Capítulo 16 – A Fuga para o Egito

Capítulo 17 – O Esperado Regresso

Capítulo 18 – A Infância de Jesus

Capítulo 19 – Jesus aos 12 Anos

Capítulo 2o – A vida Pública de Jesus

Capítulo 21 – A Tentação de Jesus

Capítulo 22 – Os doze Apóstoles

Capítulo 23 – Pedro o Pedra

Capítulo 24 – Ensinamentos de Jesus

Capítulo 25 – Parábola do Filho Pródigo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ENSINAMENTOS DE JESUS

ENSINAMENTOS DE JESUS

Com bastante freqüência
Jesus ensinava aos seguidores
Por intermédio de parábolas,
Que segundo os historiadores

Encerravam em seus conteúdos
Maravilhosos esclarecimentos,
Levando-os à maior compreensão
Dos Seus divinos ensinamentos.

Cerca de setenta parábolas
Nos Evangelhos são mencionadas,
E algumas nos dão a dimensão
Da pedagogia por Jesus utilizada.

A do Filho Pródigo¹, por exemplo,
Mostra o perdão e o amor,
Direcionados aos que se arrependem,
Da parte de nosso Senhor.

 

Autor:Arnaldo de Araújo rocha
Síntese Biográfica de Jesus em Versos

Capítulo 1 – Ponto de Vista

Capítulo 2 – Visão de Zacarias

Capítulo 3 – Maria, A Futura Mãe

Capítulo 4 – Maria Visita sua Prima Isabel

Capítulo 5 – João, O Anunciador do Messias

Capítulo 6 – O Difícil Reencontro

Capítulo 7 – O Sonho Revelador

Capítulo 8 – Esclarecimentos Necessários

Capítulo 9 – O Recenseamento

Capítulo 10 – De Nazaré a Belém de Judá

Capítulo 11 – Jerusalém, Atualmente

Capítulo 12 – O Nascimento de Jesus

Capítulo 13 – O Cântico de Simeão

Capítulo 14- Os Magos do Oriente

Capítulo 15 – Elucidações Importantes

Capítulo 16 – A Fuga para o Egito

Capítulo 17 – O Esperado Regresso

Capítulo 18 – A Infância de Jesus

Capítulo 19 – Jesus aos 12 Anos

Capítulo 2o – A vida Pública de Jesus

Capítulo 21 – A Tentação de Jesus

Capítulo 22 – Os doze Apóstoles

Capítulo 23 – Pedro o Pedra

Capítulo 24 – Ensinamentos de Jesus

 

PEDRO OU PEDRA

PEDRO OU PEDRA

De todos os apóstolos,
Pedro teve a satisfação
De receber do Mestre Jesus
O maior galardão,

Embora se acredite,
De acordo com a tradição,
Que o discípulo amado do Mestre
Era o apostolo João.

Estavam todos reunidos
Num pequeno povoado
Da cidade de Cesaréia,
Quando o grande “Enviado”,

A queima-roupa, lhes dirigiu
Essa difícil questão:
– Quem diz o povo que eu seja?
Tentando encontrar uma solução,

Todos pensaram um pouco
E surgiram imediatamente
As mais variadas respostas
Para essa pergunta diferente.

– Uns dizem que é João Batista.
– Outros dizem que é Elias.
– Alguns, ainda, dizem
Que é o profeta Jeremias –

Responderam vários deles.
Jesus perguntou novamente:
– E vocês, quem dizem que eu sou?
O silencio foi quebrado rapidamente

Pelo apóstolo Simão Pedro
Que respondeu sabiamente
– Você é o Messias, filho de Deus vivo –
Jesus avançou carinhosamente

Ao encontro desse apóstolo,
O único a Lhe responder
Com exatidão, e falou:
– Pedro, bem-aventurado é você,

Porque não foi nem a carne
E nem o sangue, certamente,
Que lhe inspiraram essa resposta,
Mas sim o meu Pai, tão-somente,

Que está nos céus –
Continuando sem que ninguém
Se atravesse a interrompê-lo, disse:
– Pois eu digo, também,

Que você é Pedro,
E sobre essa pedra Simão,
Edificarei minha igreja,
Sobre a qual, então,

As portas do inferno
Jamais prevalecerão.
Jesus havia apelidado
Antes o pescador Simão

De Pedro – em aramaico, pedra –
E aproveitou-se desse ato
Para compor um trocadilho
Sobre o qual seria, de fato,

Edificada a sua Igreja
No seio da humanidade.
– Darei a ti as chaves do reino –
Falou ainda Jesus na oportunidade,

Ao estarrecido pescador –
E a partir desta ocasião
Tudo o que desligares na terra
Será desligado nos céus, então.

 

Autor:Arnaldo de Araújo rocha
Síntese Biográfica de Jesus em Versos

Capítulo 1 – Ponto de Vista

Capítulo 2 – Visão de Zacarias

Capítulo 3 – Maria, A Futura Mãe

Capítulo 4 – Maria Visita sua Prima Isabel

Capítulo 5 – João, O Anunciador do Messias

Capítulo 6 – O Difícil Reencontro

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Capítulo 13 – O Cântico de Simeão

Capítulo 14- Os Magos do Oriente

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Capítulo 2o – A vida Pública de Jesus

Capítulo 21 – A Tentação de Jesus

Capítulo 22 – Os doze Apóstoles

Capítulo 23 – Pedro o Pedra